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Foi como se tudo que eu mais amava sumisse em um piscar de olhos.
O tique-taque do relógio me deixou desnorteado. Os pingos de chuva me assustavam cada segundo que passava. Eu ouvira passos naquele instante. Parei. Respirei. E uma lágrima caiu do meu olho esquerdo. Parecia a decadência do meu ser. Talvez fosse, ou não. Fiquei confuso naquele instante, meu mundo virou dos pés a cabeça. Meus cabelos cor de sangue transformaram-se em cabelos cor do nada. O nada que me consome e me retêm. O soar do vento lá fora sugava minhas forças e esperanças. Esse mesmo vento me trazia respostas das perguntas que eu mais temia saber explicações. Eu temia à mim mesmo, os atos recentes; temia o que eu estava me transformando. Me vi cercado por absolutamente ninguém, nem por aqueles que diziam que nunca iam me abandonar; vários deslizes, uma crise - daquelas existenciais -, um pouco de drama e muito sentimento acumulado, era apenas “quem” estava comigo, ah, e aquelas respostas que eu tinha medo de enxergar. Era como tudo tivesse desabado, não existe mais solução, como se eu não existe mais. Não quero falar dos motivos, nem causas. Agora, só desejo ficar à sós comigo, tentando me entender, me achar; tentando enxergar motivos para continuar. Todos se foram, inclusive meu antigo eu, e todas as coisas que me “pertenciam”.
O tique-taque do relógio me deixou desnorteado. Os pingos de chuva me assustavam cada segundo que passava. Eu ouvira passos naquele instante. Parei. Respirei. E uma lágrima caiu do meu olho esquerdo. Parecia a decadência do meu ser. Talvez fosse, ou não. Fiquei confuso naquele instante, meu mundo virou dos pés a cabeça. Meus cabelos cor de sangue transformaram-se em cabelos cor do nada. O nada que me consome e me retêm. O soar do vento lá fora sugava minhas forças e esperanças. Esse mesmo vento me trazia respostas das perguntas que eu mais temia saber explicações. Eu temia à mim mesmo, os atos recentes; temia o que eu estava me transformando. Me vi cercado por absolutamente ninguém, nem por aqueles que diziam que nunca iam me abandonar; vários deslizes, uma crise - daquelas existenciais -, um pouco de drama e muito sentimento acumulado, era apenas “quem” estava comigo, ah, e aquelas respostas que eu tinha medo de enxergar. Era como tudo tivesse desabado, não existe mais solução, como se eu não existe mais. Não quero falar dos motivos, nem causas. Agora, só desejo ficar à sós comigo, tentando me entender, me achar; tentando enxergar motivos para continuar. Todos se foram, inclusive meu antigo eu, e todas as coisas que me “pertenciam”.
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Pareço normal, mas já fechei a porta da geladeira bem devagarinho pra ver a luz se apagando.
+R&S
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